Tecnologia pode ser aliada
Até recentemente, quando as vias das maiores cidades começavam a ficar saturadas, a medida era, e muitas vezes ainda é, construir contornos e viadutos, alargar ruas e avenidas.
As obras são necessárias. Mas hoje não podemos mais pensar apenas nelas para solucionar problemas relacionados à mobilidade e segurança no trânsito. A realidade pede mais inteligência e menos trabalho braçal. As ferramentas e as informações estão disponíveis.
Hoje dispomos de tecnologia e informações que podem auxiliar efetivamente no ordenamento e gerenciamento do trânsito. As informações estão disponíveis, basta usá-las. Os equipamentos de monitoramento eletrônico, já bastante difundidos e usados como aliados na prevenção de acidentes, são fonte diária de estatísticas. Eles oferecem informações confiáveis e precisas como por exemplo o fluxo de veículos por categoria e hora em cada rua ou avenida monitorada, o que permite ao gestor de trânsito analisar tendências que podem ser usadas para contornar e prevenir congestionamentos, controlando, por exemplo, os tempos de semáforos de acordo com o fluxo de veículos em tempo real, ou ainda determinando rotas alternativas para horários de pico.
São poucos os gestores públicos que fazem uso desses dados em benefício da organização do trânsito. E aqueles que os utilizam, ainda não tiram deles o proveito que poderiam. Os equipamentos disponíveis para segurança e gestão de trânsito são utilizados separadamente, cada um exercendo uma única função - geralmente a fiscalização de velocidade e avanço de sinal vermelho. Poderiam atuar de forma integrada a outras tecnologias.
Outra medida simples, seria otimizar o uso de centros de controle, trabalhando de forma mais integrada com a polícia e centrais de socorro, acompanhando em tempo real imagens do que acontece nos pontos onde há fiscalização eletrônica. Essas imagens permitem intervenções e socorros rápidos em casos de acidentes ou veículos parados na pista, o que diminui o tempo de congestionamento.

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