Há um ano, o início do dia 11 de setembro parecia igual a tantos outros. Mas quando os aviões comerciais começaram a atingir as duas torres do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, em Washington, o mundo pareceu se estilhaçar. Nos primeiros momentos, foi o caos, o pavor. O quarto avião, que caiu em uma fazenda, porque os passageiros se rebelaram com o sequestro, deixou todos ainda mais tensos. Os rumores falam em outros aviões sequestrados, o que não se confirmou.
Nem seriam necessários outros choques. Aqueles, do 11 de setembro, foram definitivos. O mundo já conhecia o terrorismo, assim como já havia convivido com a guerrilha rural e urbana. Mas o que aconteceu nos Estados Unidos ultrapassou todos os limites. E deixou clara a impotência de qualquer país, por mais poderoso que possa ser, diante da ação do terrorismo mundial.
Passado um ano, pouca coisa mudou. O temor persiste. Hoje, nos Estados Unidos, há alerta máximo. Há igualmente o medo de que alvos norte-americanos possam ser atingidos em qualquer parte do planeta. Nada é seguro. Ninguém se sente em segurança em Nova York, em Washington, em qualquer uma das grandes cidades dos Estados Unidos. E, também, nos principais centros do mundo. O terror se instalou como um monstro apavorante que talvez esteja adormecido mas que pode despertar a qualquer momento e em qualquer lugar. As pessoas esperam outros atentados, talvez piores.
E esta é, sem dúvida, a semente mais grave do terror, o resultado mais palpável, a transformação do mundo todo em refém do medo.
Estelio Feldman

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