A partir da Lei 9.790/99, denominada (OSCIP) Organização da Sociedade Civil de Interesse Público mais conhecida como ''a nova lei do terceiro setor'', estabeleceu-se um marco legal para regular as relações entre Estado e sociedade civil no Brasil. Criada como alternativa para o terceiro setor, ela vem se destacando gradativamente, ainda que no descrédito da grande maioria da sociedade. O terceiro setor emerge diante do atual modelo social, político e econômico, aliado às necessidades de desenvolvimento da sociedade brasileira.
O terceiro setor se estende para todos os níveis da sociedade brasileira. Até o momento se conhecia o terceiro setor na área da educação, saúde e assistência social. A partir daí surge a necessidade do termo parceria, onde o Estado pode associar a organização da sociedade civil, desde que tenha finalidade pública, para as consecuções de interesse público.
É nesse ponto que se encontram novas vantagens e benefícios para a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, e pode atrair com isso novos modelos de entidades já reconhecidas, sobretudo aquelas que jamais foram reconhecidas por qualquer sistema e que nunca tiveram qualquer benefício legal.
Para tanto, faz-se necessário buscar novas formas de financiamento que contemplem a imensa maioria, ainda informal, da Organização do Terceiro Setor, principalmente, aquelas voltadas ao desenvolvimento sustentável, no âmbito social e humano do país.
O terceiro setor faz parte de uma estratégia de radicalização da democracia, pois compartilha com a sociedade civil as tarefas de desenvolvimento social, incorporando as visões e razões da sociedade nos assuntos antes reservados aos governos. Significa aumentar a possibilidade e a capacidade da população que influir nas decisões públicas, empoderar as comunidades, distribuir e democratizar o poder. No plano nacional, as constantes transformações da sociedade brasileira, o surgimento de novos sujeitos políticos nos marcos de um regime democrático e todos os percalços, tendem a perdurar.
Portanto, muitas famílias brasileiras sobrevivem hoje do terceiro setor, e diante disso são incluídas no plano nacional em termos de cidadania. Será que o impacto e as desigualdades não seriam maiores com sua ausência? Certamente que o terceiro setor não é a solução para todos os problemas da nação, mas ao menos poderá contribuir para um melhor desenvolvimento social e justo à população.
BENJAMIN AFONSO VIZINI E ERICK DAWSON DE OLIVEIRA são estudantes em Administração de empresas pela Faculdade Intermunicipal do Noroeste do Paraná (Facinor) em Loanda (PR)

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