Infelizmente vejo a história se repetir: tempos atrás a execução da barragem do Igapó II patinou mais de um ano e a obra não saiu do lugar e daí o prefeito da época tomou outro rumo e aceitou nossa sugestão de abandonar o projeto da barragem em concreto armado e fazer novo projeto em gabião e concluímos a barragem em tempo recorde

Nossa sugestão foi baseada tecnicamente no fato que o solo da barragem não oferecia suporte necessário, solo (mole, muito mole) e ocorreria recalques diferenciais, rachaduras e trincas e a água vazaria nessas imperfeições.

Tanto a comporta como as pontes, independente do material de confecção, precisam de manutenção correta, fato ausente nessas obras do lago.

A principal função da comporta stop log é fechar e abrir, daí importando pouco a palavra modernidade e as pontes sendo de madeira ou aço vão durar um tempo maior ou menor se tiverem manutenção adequada.

Não é preciso reinventar a roda porque a cidade não tem paciência em esperar tanto tempo.

Se repostos nos mesmos materiais, tanto a comporta como as pontes ficariam mais baratas e poderiam até serem feitas com verbas públicas sem depender de verbas estaduais ou federais que já demandam o tempo de mais de ano.

Peço vênia a quem pensa diferente, mas é como vejo a situação presente, com o lago e com água abaixo da cota.

Engenharia é uma área do conhecimento que traduz a função do engenheiro como resolvedor de problemas e eles têm que ser resolvidos quando surgem.

Virgílio Moreira (engenheiro civil, pós graduado em engenharia pública) Londrina

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