Chega ao fim 2018, ano que será lembrado pelas dificuldades e fatos marcantes principalmente na política brasileira. Um ex-presidente da República preso por corrupção, eleições presidenciais disputadíssimas e, pela primeira vez na história do País, um presidenciável ferido em um grave atentado durante a campanha eleitoral. O ano que termina nesta segunda-feira não deve deixar saudades, mas certamente está gerando muitas expectativas. Principalmente com a virada de página na política. O brasileiro está esperançoso. Os preparativos para a posse de Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro, é um grande termômetro desse otimismo. A rede hoteleira de Brasília chega ao último dia do ano com a taxa de ocupação de 90%. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal calcula que a Esplanada dos Ministério receberá de 250 até 500 mil pessoas para a festa da posse de Jair Bolsonaro, que começa as 14h45 desta terça-feira. Ônibus de excursões estão saindo de todos os cantos do País em direção ao Distrito Federal e somente um organizador de Maringá é responsável por colocar na estrada 48 ônibus com militantes que apoiam o presidente eleito. A FOLHA estará presente na cobertura com o colunista Paulo Briguet, que enviará flashes da festa já na tarde de terça-feira.

Embora a cerimônia de posse vá atrair os olhares de muita gente, as atenções estão voltadas para o dia 2 de janeiro. A equipe do presidente eleito acertou ao divulgar um roteiro a ser seguido nos primeiros cem dias de gestão. Segundo o documento, os primeiros dias serão de "reconhecimento" de cada Ministério e de uma grande reavaliação de medidas tomadas por Michel Temer nos últimos dois meses. Foram elencadas ainda medidas com diretrizes sobre a utilização de benefícios, viagens internacionais e cartão corporativo. Também define que ações prioritárias que precisam de aprovação legislativa sejam enviadas para o Congresso nos primeiros dois meses de gestão, incluindo a Reforma da Previdência. Um grande teste que medirá o poder de negociação de Bolsonaro e o apoio que ele terá no Congresso.

A disposição em mudar e colocar rapidamente em pauta temas polêmicos, como as reformas (Previdência e Tributária), é um grande começo. Não é possível passar mais um ano sem que elas aconteçam. Considerando a magnitude da crise econômica a partir de 2015 e a lentidão na recuperação iniciada em 2018, o brasileiro espera agora que 2019 seja realmente um feliz ano da virada.

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