Um crime que combina insegurança, vulnerabilidade social e a necessidade de conscientizar a população sobre os perigos de golpes que exploram a confiança das pessoas mobilizou as polícias Civil e Militar no Paraná. É o caso do sequestro de uma criança de apenas 1 ano e 6 meses, ocorrido no bairro Parolin, em Curitiba, na quinta-feira (23). Felizmente, a menina Eloah foi encontrada pela polícia na tarde de sexta-feira (24), 30 horas depois de ser levada pelas sequestradoras.

Segundo informações da polícia, mulheres que alegavam ser agentes de saúde conseguiram entrar na residência da família e levaram a criança, fugindo em um veículo branco. Em entrevista coletiva na sexta-feira (24), o secretário de Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira, a família da criança sequestrada, "por ser muito humilde", não soube analisar detalhes importantes para reconhecer a ação criminosa.

Segundo o secretário, uma pessoa com carro chegou na residência da família dizendo que aquela criança sofria maus-tratos e iria levá-la para o Conselho Tutelar. "Essa família não pediu identificação, não pediu nada. É importante que as pessoas fiquem atentas a isso, busquem a identificação dos carros, que são caracterizados [com o brasão do Estado]", advertiu Teixeira.

É preocupante esse cenário em que a desinformação, aliada à carência de recursos, coloca essas famílias em uma posição de extrema fragilidade, tornando-as alvos fáceis de criminosos que se aproveitam da confiança e da falta de instrução para manipular suas vítimas.

A Polícia Militar intensificou o policiamento na região e fez buscas, nesta sexta-feira, para localizar o veículo e os suspeitos envolvidos no crime. Além das diligências investigativas, a Polícia Civil inseriu a criança no Alerta Amber, que é um sistema de informes urgentes ativado para permitir a rápida comunicação por meio das redes sociais. O programa é ativado em casos de desaparecimento de crianças.

Esse caso aponta para a necessidade de um debate mais amplo sobre prevenção e educação. A responsabilidade por garantir a segurança não pode ser delegada exclusivamente às vítimas. Além de intensificar investigações e aprimorar sistemas de alerta, é muito importante que governos locais e estaduais desenvolvam campanhas educativas acessíveis, especialmente em comunidades mais vulneráveis.

É muito importante levar informações para as comunidades sobre os protocolos de identificação de agentes públicos e promover ações que fortaleçam a confiança entre os cidadãos e as instituições.

É imperativo que as autoridades policiais investiguem se houve participação de outras pessoas no sequestro da menina Eloah e punir todos os criminosos. Paralelamente, é preciso realizar campanhas de conscientização que ajudem a prevenir novos episódios como o desse sequestro ocorrido na capital paranaense.

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