O sarampo avança pelo Brasil
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sábado, 08 de fevereiro de 2020
Folha de Londrina 
Enquanto os registros de sarampo se concentravam, na maioria dos casos, no Estado de São Paulo, não houve grande preocupação em alguns Estados em promover uma campanha de vacinação mais abrangente ou em fazer uma campanha de conscientização mais contundente. No final do ano passado, no entanto, o cenário mudou e a doença começou a avançar para outras regiões do País.
Não é motivo para pânico, mas a situação pede atenção. Tanto que o Ministério da Saúde marcou para segunda-feira (10) o início da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o sarampo, terminando em 13 de março.
A campanha nacional tem como público-alvo as pessoas de cinco a 19 anos. Mas no Paraná o programa será diferente e a Secretaria de Saúde do Estado decidiu ampliar a faixa etária de pessoas que deverão procurar pela vacina.
Isso porque no Estado os casos de sarampo têm atingido principalmente a faixa etária de 20 a 29. Nos municípios paranaenses, para tentar conter a transmissão do vírus, serão disponibilizadas doses para as pessoas de cinco a 59 anos.
Na edição deste fim de semana, a FOLHA traz reportagem explicando como será o processo e quem deve procurar as unidades de saúde para a imunização.
O Paraná ficou 20 anos sem registro de casos confirmados de sarampo. Mas até a quinta-feira (6), o Estado estava com 831 casos confirmados, segundo o boletim da Secretaria de Estado da Saúde. Curitiba tem o maior número de casos, 496. Londrina registrou 21 pacientes com sarampo.
Os especialistas alertam que estamos diante de uma doença que não respeita idade. Para a reportagem da FOLHA, o infectologista Daniel Kakitani lembrou que as grandes doenças que mataram as crianças nos últimos 50 anos só não mataram mais por causa da vacina. E alfinetou os membros do movimento antivacina dizendo que é contraditório quem foi vacinado deixar hoje de vacinar o filho. O sarampo é grave e altamente contagioso.
A bronca do infectologista faz bastante sentido quando lembramos que um dos motivos para o reaparecimento do sarampo, depois de décadas, foi justamente o fato de as pessoas deixarem de se vacinar ou optarem por não vacinar os filhos. Uma acomodação que pode levar à morte.
Certamente, as vacinas foram o maior ou um dos maiores avanços da medicina e a hesitação em vacinar foi considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma das maiores ameaças globais à saúde no ano de 2019. Qual o sentido, então, de deliberadamente deixar de vacinar os filhos contra doenças que podem matar ou deixar sequelas?
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