O risco de eleição antes de decisão do STF
Luiz Carlos Hauly, deputado federal e segundo colocado no 2º turno em Londrina, manifesta-se de forma mais cautelosa ao referir-se ao anunciado novo pleito eleitoral depois da impugnação do eleito Antonio Belinati. Ele declara não ter empolgação com mais esse turno, em que é candidato com o também deputado federal Barbosa Neto, terceiro colocado no 1º turno. Porque a defesa de Belinati anuncia que, dia 2 de fevereiro (quando termina o recesso dos tribunais superiores) entrará com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal.
Se ele eventualmente obtiver êxito, após a posse de um desses dois candidatos, o eleito no denominado 3º turno ficaria sem mandato tanto na Prefeitura quanto na Câmara Federal. É, portanto, um risco que Hauly parece inclinado a não correr, porque, como diz, ''a insegurança jurídica é total''. Já Barbosa manifesta-se disposto a concorrer se o Tribunal Regional Eleitoral vier a marcar nova eleição antes da decisão do STF.
A instância regional - que assinalou para março a possibilidade de novo turno - estriba-se na orientação do Tribunal Superior Eleitoral que recomendou aos TREs novas eleições em casos semelhantes ao de Londrina. O advogado de Belinati está entrando com recurso também no TRE, com pedido de impedimento do novo pleito anunciado. Hauly, em declaração a este Jornal, diz que ''seria uma irresponsabilidade o TRE realizar o pleito sem a definição do recurso de Belinati no Supremo''. A questão mostra-se ainda complexa, e a dúvida e as expectativas continuam. Se Hauly decidir por não concorrer antes do caso tramitar por todas as esferas judiciárias, um episódio novo terá início. Por mais que o eleitorado contrário a Belinati deseje uma nova eleição, não há como ignorar que há obstáculos por transpor - ou então não teria validade uma Corte que se denomina Supremo Tribunal Federal, e cairia por terra o ordenamento legal.
O município tem um prefeito interino e ao menos não está sem comando, com os secretários nomeados executando suas tarefas e a nova Câmara Municipal funcionando em harmonia. Mas a população não está plenamente satisfeita com a situação e com a demora por decisões conclusivas. A instabilidade está presente pela circunstância da interinidade e a própria administração provisória vai operando com o mesmo estado emocional.





