"O Brasil precisava saber a verdade...", começou a presidente Dilma seu discurso ao receber o Relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV). Mas de qual verdade ela está falando? Da dela, dos comunistas, de quem?
A edição de 11/12 da Folha de S.Paulo não só trouxe as várias exigências do dito relatório, como estampou fotografias de vários militares, apoiando, afoitamente, o tal relatório.
Muito bem, não vi nos jornais a foto do ex-padre Alípio de Freitas que, auxiliado pelo terrorista Raimundo Gonçalves Figueiredo, o Chico, em 12/07/1966, explodiram uma bomba no Aeroporto dos Guararapes, em Recife, visando a vida o Marechal Arthur da Costa e Silva, o qual não compareceu. A explosão matou o almirante Nelson Gomes Fernandes, o secretário de Estado de Comunicações e jornalista Edson Régis de Carvalho, arrancou uma perna do guarda-civil Sebastião Tomaz de Aquino e destroçou o ombro e a mão esquerda do tenente-coronel Silvio Ferreira da Silva, além de 16 outras vítimas com vários ferimentos, inclusive crianças. Hoje "padre Alípio" é professor de Sociologia em Lisboa e recebe R$ 6 mil do governo brasileiro por mês (indenização)e nunca foi incomodado pela CNV ou pela mídia por tamanha barbárie.
Não vi, também, fotos do Diógenes do PT (Diógenes José Carvalho de Oliveira) codinome Leonardo, um dos executores do capitão Charles Rodney Chandler, em 12/10/1968, quando disparou seis tiros de seu Taurus 38 contra o militar na frente da esposa e dos três filhos pequenos, sendo assessorado por Marquito (Marco Antonio Braz de Carvalho), o qual descarregou um pente da metralhadora INA contra o corpo do capitão que já estava morto.
Cinco meses antes, o mesmo Diógenes do PT, hoje homem forte do partido no Rio Grande do Sul, participou do atentado com carro-bomba contra o quartel do 2º Exército, em São Paulo, que estraçalhou o corpo do soldado Mario Kozel Filho de apenas 18 anos! Nunca vi o nome desse assassino abominável na mídia!
Em 1/07/1968, os terroristas do Colina, grupo a que pertencia nossa presidente da República Dilma Rousseff, João Lucas Alves, Severino Viana Collon e José Roberto Monteiro assassinaram friamente, com 10 tiros, o major do Exército alemão Edward Ernest Tito Von Westernhagen, por engano, ao tentarem assassinar o major boliviano Gary Prado, que acusavam de ter prendido e executado Che Guevara. Nunca vi na mídia, nos últimos anos, qualquer menção a esse crime estúpido.
A mídia também não expôs a imagem do ex-ministro Franklin Martins, das Comunicações, que idealizou e participou do sequestro do embaixador norte-americano Charles Burk Elbrick em 4/9/1969. Até hoje Martins está proibido de entrar nos Estados Unidos. A CNV e a mídia também nada dizem do ex-ministro Carlos Minc, terrorista da VAR-Palmares, e assaltante de bancos, que participou do célebre roubo do cofre de Adhemar de Barros, no Rio de Janeiro.
São quase 150 vítimas fatais da esquerda comunista, que hoje está no poder, e que jamais são lembradas – nem pela Comissão da Inverdade nem pela mídia em geral.
Que verdade é essa? E por que a mídia nada diz, como se fizesse parte da ala que a única coisa que sabe dizer é que não sabe de nada? Que mídia é essa que não revela, que não faz nada?

PAULO ANDRÉ CHENSO é médico e historiador em Londrina




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