O aumento da circulação do vírus da gripe em londrina acendeu um alerta entre profissionais da área de saúde e o poder público. A grande procura pelos serviços de emergência na cidade mostra que os vírus respiratórios estão em todos os lugares, mesmo antes do início do inverno. Diante desse cenário, a Secretaria Municipal de Saúde acionou um plano de contingência que tem como ação principal a ampliação do número de consultas diárias disponíveis na rede pública.

A secretária de Saúde de Londrina, Vivian Feijó, detalhou as primeiras ações desse plano. Uma delas é uma parceria com a Iscal (Irmandade da Santa Casa de Londrina) com a disponibilização de até 50 consultas adicionais ao dia, a serem encaminhadas conforme a demanda recebida pela rede já existente.

Também está prevista a distribuição de máscaras nas unidades de pronto atendimento, o monitoramento do tipo de vírus mais circulante nas unidades de entrada dos pacientes, a divulgação de boletins semanais dos casos e a intensificação da vacinação na comunidade.

A baixa cobertura de vacinação em Londrina é um fator muito preocupante. Segundo a secretária municipal de Saúde, o índice de imunização entre as crianças com idade acima de seis meses e abaixo de 6 anos é de 18%. Infelizmente, a decisão dos pais e responsáveis em não vacinar os filhos acaba refletindo justamente no adoecimento das crianças, ressaltou Vivian Feijó. Ela lembrou que recentemente, em um plantão de 24 horas, o PAI (Pronto Atendimento Infantil) atendeu 600 crianças.

A porta de entrada para os atendimentos segue sendo as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e as unidades de pronto atendimento. Esses locais farão o encaminhamento, conforme a necessidade, por meio de guia destinada à rede ampliada, no caso a Santa Casa.

Quando nos deparamos com o avanço dos casos de gripe e a sobrecarga já sentida nos serviços de saúde, é preciso agir com rapidez e responsabilidade coletiva. As medidas anunciadas pela Secretaria Municipal de Saúde representam um esforço importante para ampliar o atendimento e reduzir os impactos da circulação dos vírus respiratórios, mas nenhuma estratégia será suficiente sem a participação da população. A vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente entre as crianças, grupo mais vulnerável às complicações da doença. A imunização é um compromisso com a saúde pública e com a proteção de toda a comunidade.

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