O que você pensa sobre a tolerância?
''As pessoas estão cada vez mais intolerantes, impacientes, apressadas e egoístas. Hoje vi tratarem uma pessoa que sofreu um infarto como se fosse uma coisa. Aqui no meu trabalho tenho que ser tolerante, engolir muita coisa, ficar quieto, fazer de conta que não ouvi porque senão não tenho como sobreviver. Mas não é fácil não''. Louanderson Rodrigues da Costa, 20 anos, morador no Jardim Igapó, vendedor de garapa e salgados
''Domingo é o dia da tolerância. Mas é o único dia porque todo mundo dorme até mais tarde, descansa, fica em casa. Nos outros dias é difícil ser tolerante, principalmente no trânsito. Eu confesso que não sou nada legal ao volante. Mas acho que a situação da nossa cidade, que não teve um planejamento, faz a gente ficar assim. Em Maringá, que é uma cidade planejada, a situação é diferente''. Mário Barbirato, 48 anos, morador no Conjunto Roseira, vendedor
''Nós mulheres somos muito mais tolerantes que os homens. Isso em todos os locais, no trabalho, em casa, no trânsito. As mulheres são mais educadas e mais compreensivas. Os homens no trânsito ficam insuportáveis e descontam principalmente quando tem uma mulher dirigindo. Acho que o mundo sofre de intolerância porque a vida das pessoas virou uma correria''. Marta Batista de Oliveira, 43 anos, moradora no Centro, comerciante
''Eu sou uma pessoa tolerante. Procuro ser. Mas veja que a cada dia mais as pessoas deixam de ser tolerantes pela situação que vivem, pelos problemas que enfrentam seja economicamente como no relacionamento familiar. Enfrentamos a violência e a perda de valores importantes que poderiam contribuir para um mundo melhor. Acho difícil reverter essa situação''.Rita Tarifa, 25 anos, moradora no Centro, advogada





