O que vemos, sentimos, acreditamos e vivemos
PUBLICAÇÃO
sábado, 07 de dezembro de 2002
Jossan Batistute 
Facilmente nos deparamos com pessoas desinteressadas, tristes em parte do tempo. Nestes momentos nada é bom ou vale a pena. Não há palavras amigas que as façam mudar. É uma depressão profunda, uma cegueira inclusive mental. Tudo dá errado.
Alguns pensadores e filósofos afirmam que a mudança do mundo depende de nossa mudança interna. Sem esta, aquela não é possível. Assim, em nada adiantaria textos ou elogios serem feitos, se estes não forem absorvidos pelo nosso eu interior, pela nossa consciência, se não houver desejo de mudança. A pessoa fechada dentro de si continuará vivendo o de sempre, quiçá felicidade ou tristeza, angústia ou tranquilidade. A alteração do mundo ao redor passa primeiro pelas nossas próprias mudanças. A responsabilidade pelo que ocorre ao nosso redor é nossa. A sociedade acontece antes de tudo dentro de nós.
Einstein se refere à vida dizendo que tudo que ela faz é retribuir aquilo que nós lhe oferecemos. O mesmo se dá no dito popular que ''quem planta colhe o que plantou''. Desta forma, quando plantamos ódio, temos ódio; amor, colhemos amor, etc. Para o cientista acima, a vida funciona como um reflexo de todas as nossas atitudes. Assim, a vida será retribuição das ações que antecipadamente realizarmos. Depende apenas de nós o bem-estar nosso e geral.
Nossos sentidos nos dão informações de como o mundo está, porém, é através de nossas sensações e percepções que nós o compreendemos. O mundo isolado de nós está de uma determinada maneira num único tempo e espaço. É como se o registrássemos numa foto. Isto é, quando o enxergamos damos a ele características boas ou ruins. Abstratamente o mundo é o mesmo para todos. Entretanto, se diferencia através das interpretações que fazemos a cada mínima fração de tempo.
Toda reação expressada salvo os reflexos vai depender principalmente de como estamos internamente. Para duas pessoas uma mesma imagem pode representar para cada qual algo bom ou ruim. Um mesmo dia pode estar fascinante para uns e horrível para outros. Um mesmo ato pode ser esplêndido para alguém e péssimo para essa mesma pessoa instantes depois. Neste último exemplo os fatos permanecem iguais, apenas muda a sensação de quem os interpreta.
Pelo acima exposto, chegamos à conclusão que não está o mundo belo ou feio, depressivo ou normal. Somos nós que damos a ele essas características. O mundo e tudo que com ele há relação são apenas reflexos do nosso eu interior, de nossos sentidos e interpretações. Assim, não é o mundo que está triste, somos nós que estamos. Quando sorrimos, é para nós que fazemos. Quando plantamos felicidade, colhemos felicidade.
JOSSAN BATISTUTE é advogado e pós-graduando em Direito Empresarial pela Universidade Estadual de Londrina


