No dia 12 li nesta Folha de Londrina a matéria de Douglas Kuspiosz da avaliação que a Secretaria de Educação de Londrina fez do livro “O bebê vem com a cegonha?”, de Patrícia Engel Secco, para o ensino fundamental e cogitou da retirada dessa publicação da rede.

A gente bem sabe que a escola não substitui a família, que, por vezes se sente perdida diante de assuntos “sensíveis”. Me pergunto: - ”será que a família está conivente com a retirada desses livros?

Meu pensamento foi direto ao livro de José Ângelo Gaiarsa, cujo assunto principal é “A família de que se fala e a família de que se sofre...” cuja 1ª edição saiu na década de 80.

Fiquei a pensar se seria verdade ou ficção o que eu estava a ler após 46 anos dessa edição.

Sou uma pessoa do século passado com 60 anos de trabalho na área da educação e vivi pra ler um descalabro desses.

Fiquei horrorizada. Pois bem, senhoras e senhores, ditos educadores, trago aqui a minha contribuição para analisarmos esta questão:

Conversar com as crianças do assunto sexo na escola leva as crianças e adolescentes a entenderem o próprio corpo, os relacionamentos e a responsabilidade nas escolhas, bem como a saúde, o respeito, a prevenção de doenças e gravidez precoce.

A educação sexual ajuda a prevenir violência e exploração.

As crianças que aprendem sobre o próprio corpo na escola começam a entender o que é toque permitido e não permitido, como pedir ajuda e que ninguém tem direito sobre o corpo delas.

Nesse artigo tem uma coisa que eu concordo.

Sim ,“o conteúdo é sensível”: A educação sexual dialoga sobre: sentimentos, limites, consentimento, respeito entre homens e mulheres.

A quantidade imensa de estupros e feminicídio não terá a ver com a alienação das escolas?

Mira Roxo, educadora, psicologia, sociologia da educação

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