Conhecer o melhor possível os candidatos, seus históricos, seus valores, suas ações. Se já exerceu mandatos, seus desempenhos e escolher alguém que pense mais na próxima geração do que na próxima eleição. Que saiba consolidar o mais urgente com o mais importante. Que tenha planos de Estado a médio e longo prazo, e não apenas planos de governo. Aos candidatos do legislativo, mais transparência sobre os projetos de lei e revisão das leis em vigor.

Investir na educação plena para superar nossas carências de ética e bons sentimentos. Informar melhor o povo e as novas gerações sobre o gigante adormecido que é o país-continente.

Eleitores

Muitas iniciativas têm sido tomadas para aumentar o número de eleitores. Quanto maior o número de eleitores ativos, mais legítima e justa é uma democracia, melhor ainda se buscarem competência nas escolhas. A qualidade vale mais que a quantidade.

Ótimos eleitores escolhem os melhores candidatos que, por sua vez, melhoram a eficiência do Estado e aumentam a confiança e a sinergia entre o povo e o governo. Nós, eleitores, temos que fazer nossa parte e caprichar nessa eleição. Nosso querido Brasil merece e agradece.

Silvério da Silva, aposentado

Maquiavel teria inveja

Os últimos capítulos da trama eleitoral que se reveste o pleito desse ano, provocaria inveja a famosos escritores de política, principalmente aquelas que expõem o lado sombrio do poder.

Todos os atores políticos, lutando pela sobrevivência, doa a quem doer.

Um legislativo inerte e comprometido, com seus cabeças mais interessados nas tramas, para viabilizar o status quo, que vem se arrastando há décadas.

O executivo e candidatos, principalmente em nível federal, comprometidos com seu passado, tentando de todas as formas ludibriar a opinião pública. Novos postulantes sem força pra mexer com as estruturas.

Um judiciário, se achando o dono de tudo, usando meios escusos e inconstitucionais para evitar futuros dissabores, se houver uma reestruturação política.

E o povo, amedrontado e incrédulo, também não sabe para onde correr.

A única solução que nos impõe é analisar profundamente o nosso voto e, acima de tudo, cobrar os eleitos, acompanhando-os passo a passo. Ao contrário, seremos palco de uma grande obra, sobre tramas políticos, que fará grande sucesso, deixando Maquiavel comendo poeira.

José Cezar Vidotti, leitor da FOLHA

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