O baixo nível de segurança foi o problema mais citado pelos londrinenses entrevistados pela FOLHA, em resposta à pergunta sobre o que esperam do prefeito e dos vereadores que assumirão em janeiro. Embora a questão seja da alçada estadual, as autoridades locais deverão interferir para a melhoria do setor, que naturalmente não se resolve apenas com policiamento mas também com soluções sociais e elevação do nível de formação moral do indivíduo.
O poder público municipal poderia criar guarda própria - o que havia no passado para atendimento noturno - mas essa questão tem opiniões divergentes. Como exemplo a atual guarda municipal de trânsito, que não está servindo à causa para a qual foi criada, porque mais se ocupa de aplicar multas e expulsar vendedores ambulantes. Um desvio de finalidade, e este é um problema que terá de ser corrigido na próxima administração. Não faltam os que propõem a extinção desse contingente.
Reivindicação apresentada pelos entrevistados é também a conservação de calçadas, ruas e praças, a poda de árvores e - embora isto não tenha sido solicitado - a derrubada das que oferecem perigo, porque já decrépitas, e naturalmente o plantio de novas nesta cidade de clima quente. Muito há por fazer para o embelezamento urbano, um detalhe que gera bem-estar aos cidadãos e passa a ser, por isso, também uma necessidade. Córregos poluídos e revitalização de fundos de vales também figuram entre os problemas mencionados. Moradores de bairros mais carentes pedem projetos culturais e esportivos, inclusive como forma de desviar jovens da ociosidade e das drogas.
Saúde e educação são sempre questões relevantes citadas pelos cidadãos. E, como o poder público não acompanhou o ritmo de crescimento populacional de Londrina - hoje com 500 mil habitantes - formaram-se bolsões de pobreza, com muita gente habitando cortiços.
No sistema viário falta readequar muita coisa, envolvendo problemas de circulação, estacionamento, sinalização, sincronização de semáforos e, fundamentalmente, criar a vez de o pedestre atravessar as ruas mediante sinalização pertinente. Será preciso contratar engenheiros de tráfego e proceder a um reordenamento do setor. Mas o novo prefeito terá de pensar com abrangência político-administrativa regional e não apenas local, porque Londrina é sede de região metropolitana. Há muitos pontos mais a citar, mas assuntos para próximos escritos.

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