O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''Na minha opinião a inflação já está entre nós, principalmente na parte de alimentação. O preço no supermercado tem subido direto. Penso que não há motivo para aumentar tanto.''
Franciele da Silva Lino, estudante em Londrina, ao afirmar que a inflação já se faz presente no dia-a-dia do brasileiro.
''Na mesma hora começou a gritaria e as carteiras começaram a voar para todo lado. Eu me protegi num canto e pedi que ninguém saísse da sala.''
Margarete Yasho, professora na Escola Estadual Lauro Gomes da Veiga Pessoa no Conjunto Maria Cecília (Zona Norte de Londrina), ao relembrar os momentos de terror vividos na última quarta-feira quando alunos do noturno apagaram as luzes do colégio e iniciaram um quebra-quebra carteiras e janelas das salas de aula.
''Estamos reféns dos alunos. A escola não tem mais domínio sobre eles. Eles são violentos em relação à linguagem, não fazem as atividades escolares, mas nunca agiram assim.''
Leila Pontes, também professora na Escola Lauro Gomes da Veiga Pessoa (Zona Norte de Londrina), ao falar sobre a depredação ocorrida na última quarta-feira à noite no colégio.
''Eles são bombardeados pelo conjunto de ações que valoriza a aparência para o qual eles não têm nenhuma via de acesso. O que o jovem vê na frente é a vitrine do shopping. São adolescentes movidos a hormônios, drogas e frustração.''
Rosemari Friedmann, pedagoga em Londrina, ao analisar a violência que atinge várias escolas da periferia da cidade.





