O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''Percebo olhares de espanto de alguns colegas, principalmente dos que vêm de batalhões do Interior e estranham uma mulher na corporação, ainda mais como guarda-vidas.''
Melania Giraldi, 21 anos, soldado do Corpo de Bombeiros que trabalha como guarda-vidas no Litoral do Paraná, ao revelar o preconceito que ainda cerca a presença de uma mulher como salva-vidas.
''Quanto maior o poder aquisitivo do dono da casa, maior é o nosso problema. Recentemente, uma médica nos xingou porque pedimos para dar uma olhada no vaso de uma planta que estava na sacada da casa dela.''
Cristina Gomes Torquato, coordenadora de uma equipe de combate a endemias da Secretaria de Saúde de Londrina, ao relatar o problema enfrentado para vistoriar residências em bairros nobres da cidade.
''Em nosso bairro já ocorreram várias situações de horror. Por isso, as pessoas se fecham em seu canto, ficam com medo.''
Luciano Rezzi, administrador em Londrina, ao justificar por que os moradores de bairros nobres são arredios às vistorias dos agentes de Saúde.
''As pessoas de melhor condição econômica e social vêem esses trabalhadores como 'abelhudos', invasores de privacidade. Isso porque eles têm uma qualidade de vida elevada, individualizada, pela qual pagam.''
Luciano Verdicchio, sociólogo em Londrina, ao analisar por que as pessoas ricas impõem mais obstáculos às vistorias de prevenção à dengue feitas pelos agentes de saúde.





