NO PARANÁ

''O que melhorou não foi bolsa-isso, bolsa-aquilo. Foi o papel que a gente cata na rua. O que tenho foi ganhado com meu suor, comprado à prestação. O governo não dá nada para nós. Mas quando chega a eleição os candidatos vêm e dão a mão até para o cachorro.''
Leandro Bruno, 23 anos, catador de papel morador da invasão Morro do Carrapato (Zona Leste) na periferia de Londrina que não é atendido por nenhum programa federal de transferência de renda, ao falar da luta pela sobrevivência trabalhando como separador de lixo reciclável.

''Vou lá na cidade pegar papelão naquelas lojas e estou sossegada para comprar nosso arrozinho. Eu amo meu serviço e não entrego ele de qualquer jeito porque foi o que matou a minha fome.''
Maria Aparecida Inácia da Silva, 44 anos, catadora de papel também do Morro do Carrapato em Londrina, ao contar como consegue sustentar ela e a família diariamente.

''Só saio quando Deus me tirar daqui, porque tirando meu problema de saúde o resto é alegria. Pego o meu violão e canto porque o resto está tudo beleza.''
Alécio de Oliveira Carvalho, 62 anos, outro morador do Morro Carrapato em Londrina, ao afirmar que apesar das dificuldades consegue viver a vida com felicidade.

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