NO PARANÁ

''A aviação é um dos meios de transporte mais seguros, mas só nos damos conta dos perigos quando há um grande acidente. Eu engano o meu medo pensando que essas coisas são de destino, que acontecem quando chega a hora da pessoa.''
Massimo Minozzi, empresário em Curitiba, ao confessar que está mais tenso em viajar de avião após o acidente com o airbus da TAM no aeroporto de Congonhas no dia 17 de julho.

''É inevitável. Se não precisasse, eu não voaria. Como disse o presidente (Lula), quando fecha a porta do avião, temos que entregar a alma a Deus.''
Jorge Herrmann, gerente de vendas que viaja constantemente de avião entre Curitiba e Porto Alegre, ao admitir que a sua apreensão ao entrar numa aeronave aumentou após a tragédia no aeroporto de Congonhas.

''É um medo real, não imaginário. E é até saudável, já que faz com que as pessoas fiquem mais atentas aos problemas.''
Neuza Corassa, psicóloga e coordenadora do Centro de Psicologia Especializada em Medos de Curitiba, ao afirmar que as tragédias aéreas ajudam a potencializar o medo coletivo porque levam os passageiros a encarar o temor da morte.

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