O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''Você sente que há rejeição ou piedade quando se identifica como paciente do Caps (Centro de Atendimento Psicossocial).''
Armando Teodoro, auxiliar de enfermagem e técnico em radiologia desempregado em Londrina, ao comentar a discriminação sofrida por ser portador de distúrbio bipolar.
''A pessoa 'normal' não entende a gente, olha como se fosse um 'bicho de sete cabeças'. A gente é pessoa normal, tem que entender que isso (a doença) é uma fase da vida.''
Franklin Silva Elias, 19 anos, que faz tratamento para psicose em Londrina, ao falar sobre o preconceito enfrentado pelos doentes mentais.
''A gente ficava na camisa de força, levava choque elétrico e não comia direito. Isso não me ajudou em nada, só me revoltou. É um tratamento desumano.''
Maristela Santos de Oliveira, auxiliar de enfermagem aposentada em Londrina, ao relembrar os maus tratos sofridos durante tratamento num hospital psiquiátrico em Jandaia do Sul por causa de crisde de distúrbio bipolar.





