O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''Esses jovens já se consideram o lixo da sociedade e a rejeição acende ainda mais a raiva dos adolescentes contra a escola. É como colocar fogo na palha.''
Jaqueline Micali, a coordenadora do Projeto Murialdo que acompanha jovens infratores em Londrina, ao falar sobre o efeito causado pela discriminação e rejeição de adolescentes infratores nas escolas públicas.
''São jovens que não sabem conviver em escola, em família, em sociedade. Não posso obrigar as escolas a receber esse tipo de adolescente. Mas o fato é que as escolas não são preparadas para receber esses jovens.''
Édina Maria Silva de Paula, promotora da Vara da Infância e da Juventude de Londrina, ao afirmar que a reinserção de jovens infratores nas escolas públicas depende da criatividade dos diretores.
''Acho interessante essa inserção para que esses meninos voltem à sociedade. Se não for dada uma oportunidade, o que será feito? Não tem outro jeito senão pela escola. Eles são jovens, ainda dá tempo de recuperar.''
Susana da Silva, vendedora em Londrina, ao se posicionar favoravelmente à reintrodução de menores infratores nas salas de aula junto com outros alunos.





