''Se o voto se torna facultativo, o índice de participação tende a cair muito, principalmente em um país onde a ideologia deu lugar ao apego aos bens materiais.''

Marcos Antônio Striquer Soares, professor de Direito Constitucional na UEL e de Direito Eleitoral na Unifil, ao analisar a possibilidade do fim da obrigatoriedade do voto no Brasil.


''As pessoas, independentemente de sua escolaridade ou nível social, são igualmente cidadãs; elas apenas não tiveram as mesmas oportunidades. O voto, então, é o único meio que lhes permite se igualar às outras, com o mesmo poder de participação.''

Luzia Helena Herrmann de Oliveira, doutora em Ciência Política em Londrina, ao defender a manutenção do voto obrigatório.


''Costuma-se acreditar que as classes de menor poder aquisitivo e menos instruídas não vão participar, mas isso é subestimar essas pessoas. Você parte do pressuposto de que o outro não está apto a votar.''

Newton Moratto, advogado em Londrina, ao justificar sua defesa pela introdução do voto facultativo.

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