NO PARANÁ

''Se bandido não respeita a lei, como vai respeitar um acordo feito entre eles próprios?''

João Luiz Clève Machado, juiz da 1 Vara Criminal de Londrina, ao duvidar da eficácia do acordo feito por presos da Casa de Custódia de Londrina determinando cessar-fogo entre as gangues rivais do Jardim Nossa Senhora da Paz e da Rua Pantanal (Zona Oeste).


''Se é de dentro do presídio que sai a ordem de paz para a comunidade, abre-se um precedente perigoso.''

José Carlos da Rocha, presidente da subseção da Ordem dos Advogados do Brasil em Londrina, ao falar sobre o pacto de paz firmado dentro da Casa de Custódia de Londrina e intermediado por membros do poder público.


''No nosso entender não fortalece, porque a intenção deles é salutar. Lógico que eles podem, tanto fora quanto dentro da unidade, reverem esse acordo a qualquer momento. Mas no interior da Casa não vemos com preocupação porque eles continuam separados.''

Major Édison Marcos Tomaz, diretor da Casa de Custódia de Londrina, ao não ver fortalecimento das gangues crimonosas o fato de ter autorizado encontro de presos que selou pacto de cessar-fogo na Zona Oeste.


''Uma hora ou outra, a pessoa acaba se traindo por não se lembrar dos detalhes da mentira, já que o ser humano tem mais facilidade de guardar na memória momentos que ele tenha vivenciado.''

Verônica Bender Haydu, psicóloga e professora do curso de graduação em Psicologia da Universidade Estadual de Londrina, ao afirmar que as pessoas que mentem acabam sendo vítimas da própria mentira.

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