NO PARANÁ
''As caixas de papelão eram a minha cama e o meu colchão. Cinco sacos de adubo eram o meu teto.''
Agostinho Ferreira Cardoso, baiano de Salvador e vigilante em Maringá atendido pelo programa de erradicação de favelas, ao relembrar de sua chegada ao Norte do Paraná.
''A inexistência de favelas em Maringá é uma situação artificial. Não adianta querer criar um oásis porque nossa realidade é de miséria e desiguldades crescentes.''
Ana Lúcia Rodrigues, professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ao comentar o fato de o município não ter favelas.
''O crime é desorganizado, ele se vale da desorganização do Estado. É o Estado que tem que resolver isso. Basta cumprir a lei e convencer o Poder Público. Falta gerência para o Estado.''
Técio Lins e Silva, advogado criminalista que participa do Encontro Brasileiro de Direitos Humanos em Curitiba, ao discordar da expressão ''crime organizado'' e criticar o não-cumprimento da lei pelo Estado.
''É preciso punir todos, quem é perigoso, com cadeia, e quem não é, com penas alternativas. Ou nós vamos continuar com essa sensação de impunidade na sociedade, que gera mais criminalidade.''
Luis Flávio Borges D'Urso, presidente da Ordem dos Advogados de São Paulo (OAB-SP) durante o Encontro Brasileiro de Direitos Humanos em Curitiba, ao defender a construção de novos presídios federais e a mudança na aplicação de penas alternativas.

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