NO PARANÁ

''Vim para o Centro logo depois do almoço e ainda estava calor. Mas por precaução eu já trouxe uma sacola com agasalhos e até cobertor para a nenê. Ela já teve dor de garganta e de ouvido, não quero que volte a ficar doente.''
Shelley Cândido dos Santos, dona-de-casa, em passeio pela região central de Londrina, com a filha de sete meses no colo, comentando sobre as mudanças bruscas de temperatura ocorridas nos últimos dias e seus reflexos no organismo.

''De um dia para o outro o animal se prostra e morre. Não sei se foi mordida de cobra, de morcego ou alguma doença.''
Antônio Camilo da Silva, produtor em Sapopema, reclamando da falta de assistência técnica na região, que dificulta o manejo adequado do rebanho por parte dos pecuaristas locais.

NO BRASIL

''O abate de animais é sempre o último recurso. O Ibama só autoriza quando a situação está desesperadora, como é o caso de Londrina.''
André Deberdt, biólogo da coordenação de fauna do Ibama, em Brasília, ao explicar que a instrução normativa que autoriza abater pombos em Londrina, para controle da população de aves, acabou de passar pela procuradoria geral do órgão e pode ser publicada já na próxima semana. A confirmação de execução da medida, no entanto, vai depender de uma audiência pública sobre o assunto, a ser promovida na cidade pela Secretaria Municipal do Ambiente (Sema).

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