NO PARANÁ
''Quando eu vi que estava lá, fiquei emocionado. Estou doidinho para ver os movimentos que eles fazem, conversar com eles.''
Érick Nantes Wonsoski, aluno da Escola de Circo de Londrina, ao comentar a emoção sentida ao saber que iria assistir uma das apresentações do consagrado Cirque du Soleil, na próxima semana, em São Paulo.
''O rio para o índio é água pura (goio hã), não água parada (goio korég). Se você transforma o rio em vários lagos com uma barragem, para eles será água ruim. É todo um universo que se transforma.''
Kimiye Tommasino, antropóloga e pesquisadora de povos indígenas no sul do Brasil, ao criticar os efeitos da construção de barragens no Rio Tibagi sobre os índios kaingang.
''A barragem vai afetar diretamente os paris, a pesca, os remédios medicinais. Eles (a empresa responsável pelo projeto) dizem que não. Nós estamos à disposição para debater, mas eles não nos procuram.''
Florides Nato, cacique Kaingang na reserva Mococa em Ortigueira, ao apontar os danos que a barragem no Rio Tibagi trará ao seu povo.
''Vi crianças feridas, ruas destruídas. A gente ouvia aviões e bombas toda noite, fiquei com muito medo. Na primeira vez em que ouvi uma bomba pensei que poderia morrer ali. Foi muito bom chegar, mas ainda estou com o coração apertado.''
Karina Ali El Majzoub, londrinense que estava no Líbano e retornou à cidade na última terça-feira, ao relatar o medo e apreensão vividos com o bombardeio israelense naquele país.

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