O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''A delação não está sistematizada no País, e as sete leis que temos nas quais ela aparece são divergentes, superpostas. Tem que ser aplicada com critérios e sem a meta de incriminar pessoas de baixo-escalão. A idéia é chegar a quem dificilmente aparece nas organizações criminosas.''
Cláudio Esteves, promotor em Londrina, ao defender uma aplicação mais criteriosa da chamada delação premiada.
''Que o resultado é negativo estou sabendo, mas não vi o ministro da Agricultura (Roberto Rodrigues) ou o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento (Orlando Pessuti) dar a notícia na televisão. Precisamos desse posicionamento deles com urgência, até porque nossas propriedades permanecem interditadas.''
Alexandre Turquino, pecuarista no Paraná e no Mato Grosso do Sul cujo gado foi considerado suspeito de estar com febre aftosa, ao cobrar a desinterdição de sua fazenda.
NO BRASIL
''Não quero sair daqui como único deputado que fez caixa 2. Eu fiz (caixa 2) e todo mundo faz isso.''
Anderson Adauto (PL-MG), ex-ministro dos Transportes e prefeito de Uberaba, ao admitir à CPI do Mensalão que fez caixa 2 em sua campanha e chamar de ''cínicos'' os políticos que negam essa prática ilegal.
''Dizem que não há provas. Mas que prova querem? Recibo de corrupto?''
Geddel Vieira Lima, deputado federal pelo PMDB-BA, ao ironizar a declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de que não há provas de que o PT pagou o suposto mensalão a deputados da base aliada do seu governo.





