NO PARANÁ
''Para mim foi um acidente de trabalho, que acabou resultando na morte de um cidadão. Com certeza os policiais não tiveram intenção.''
Manoel da Cruz Neto, tenente-coronel e comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar em Londrina, ao amenizar a violenta ação dos policiais militares que resultou na morte do jovem Jamys Smith da Silva, 20 anos, na madrugada de domingo no Jardim Santa Fé (Zona Leste).
''Um policial também me empurrou e cheguei a cair no chão. Meu celular foi parar longe e meu pulso ficou aberto. Depois de bater bastante, eles viram que Jamys desmaiou e um policial falou: 'Bate na cara que ele acorda'. Jogaram ele na viatura como se fosse um porco.''
Neusa Elizabete Romanholi, dona de casa em Londrina, ao relatar como o sobrinho Jamys Smith da Silva foi espancado e morto por um grupo de PMs na frente da própria casa.
''Os caras moeram o Jamys porque ele era negro. Chamaram ele de neguinho folgado. Pô meu, era só uma festa na periferia. Se quisessem fazer alguma coisa era só levar ele preso e pronto. Não precisavam ter feito isso.''
Nelson Vicente Galvão, primo de Jamys Smith da Silva morto por PMs em Londrina, ao criticar a violência dos policiais.
''O dinheiro faz falta. Mas o pior é o prejuízo para o aprendizado. Só a teoria não resolve na hora de procurar um emprego.''
Paulo Eduardo Severino dos Santos, estudante de Ciências Contábeis da Universiade Estadual de Londrina, ao lamentar a dispensa de um escritório de contabilidade devido à redução da carga horária do estágio de 40 para 20 horas semanais.

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