O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''Eles, os ricos, tiveram mais oportunidade. Eu bem queria um lugar sem tragédia para criar as crianças. Acho que meus filhos terão uma vida melhor do que eu, se tiverem estudo. Mas não sei se o meu menino mais velho vai continuar na escola ano que vem porque não temos mais dinheiro para comprar material.''
Rosângela Rosa Braz, cozinheira moradora do periférico e pobre Jardim Maracanã vizinho dos condomínios de luxo em Londrina, ao falar sobre a expectativa de vida para seus filhos.
''A Londrina marginal cresce muito mais do que a formal. A Londrina dos catadores de papel, onde se tem mais filhos e mais mortes violentas, é maior que a Londrina de classe média e carteira assinada.''
Miguel Arturo, professor de economia da Universidade Estadual de Londrina, ao criticar a inépcia do Poder Público e da sociedade pela falta de uma política global que atenda os bairros pobres da cidade.
''O Calçadão é um cartão de visitas e não dá para imaginar Londrina sem ele.''
Fiderzioni Thomazini, comerciante que vende cafezinhos no Calçadão em Londrina, ao falar da importância do local para a cidade.
''Não consigo me ver sem o lago, ele é a minha segunda família.''
Jorge Misuno, agricultor e pescador nas horas vagas em Londrina, ao comentar o que significa o Lago Igapó na vida dele.





