O QUE FOI DITO
NO PARANÁ
''No dia que aconteceu chamei a viatura, coloquei o telefone para o policial ouvir ele me ameaçando e fui aconselhada a sair da cidade. Onde já se viu eu ter que sair se quem estava fazendo coisa errada era ele?''
Leonice Bueno dos Santos, 27 anos, cabeleireira, que ficou cega de um olho e com parte do corpo paralisado após ser baleada na cabeça pelo ex-marido.
''Espero que isso se modifique, que quem bata seja preso como era antigamente. Hoje, a lei prende em caso excepcional.''
Jurandir Gonçalves André, delegado-chefe da 10 Subdivisão Policial de Londrina, sobre os crimes passionais.
''A polícia foi feita para investigar, mas quem recebe o trabalho investigatório e tem o poder de acusar junto ao juiz é o MP que, em casos pontuais, tem que investigar. Isso só vem legitimar a investigação''.
Claudio Fonteles, procurador-geral da República, contrário à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que impede o MP de fazer investigações criminais.





