Com a saúde, a educação e a segurança. Manchete desta FOLHA no último sábado: ‘‘Hospital da Zona Sul: nada além da inauguração’’ (Apenas Discursos). A ala concluída cinco meses atrás não está atendendo por falta de funcionários e de leitos. Era de se imaginar que, uma vez inaugurada a obra, no dia seguinte as pessoas pudessem ser atendidas, ainda que tivessem de esperar um pouco na fila, o que é natural em saúde pública ou particular. Mas o que se nota é a pouca preocupação com os doentes. Nada diferente do que ocorre com a saúde pública em âmbito federal.
  Manchete de ontem: ‘‘Piratas do asfalto atacam em rodovias do Paranᒒ. A reportagem aponta o risco dos caminhoneiros em várias regiões, incluindo Ponta Grossa, numa demonstração de que o problema é geral. Histórias de cargas saqueadas, assaltos, ameaças e viagens que aumentam a quilometragem rodada para ‘‘desviar’’ dos trechos mais perigososo. A bandidagem está bem armada e não respeita nem os caminhões que transportam alimentos para a Ceasa, situação em que é pequena a chance de o motorista estar com dinheiro. Seria bom que o governador que deixou o cargo e o atual se colocassem no lugar dos familiares desses motoristas.
  Não são apenas essas as denúncias. Sempre acolhendo reclamações dos leitores, e depois de constatar sua veracidade, o jornal tem mostrado a ausência de políticas públicas. Em termos de saúde e segurança o governo do Paraná seguiu a mesma toada do governo federal que faz muita propaganda e empolgantes discursos. Sobre essa situação alguém já disse, com sabedoria: Se você desliga a TV o governo acaba. Essa máxima não cabe ao governo do Paraná, não que ele tenha sido eficaz no binômio saúde e segurança. Mas porque, ao contrário do governo federal, não faz a propaganda massificante.
  Se quiser atender bem a população paranaense - um povo muito produtivo - o futuro governo, independente de partido, terá que seguir o caminho inverso daquele trilhado até agora, de muito populismo e pouco brilhantismo. E mais: terá de mostrar programas e projetos bem embasados. A velha prática do bom improviso, postura jocosa com relação a adversários e imprensa já não ‘‘pegam’’ mais. Ou melhor, já não enganam.

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