Vivemos em uma sociedade compartilhada com a natureza e as exigências biológicas evolutivas. Assim sendo, na população mais simples de uma sociedade se nota a ausência de instruções para uma melhora na educação, na cultura e na política.
Mas o tempo não espera. Há a necessidade da sociedade escolher seus representantes, denominados legisladores, para representar essa sociedade, simples.
Os candidatos se colocam como sendo competentes, capazes, honestos, experientes etc. Com base nesses pré-requisitos, essa sociedade faz a sua parte, escolhe seus representantes. Nós sabemos que essa sociedade clama por um salário mais digno, pois viver com R$ 200,00 é impossível.
Os candidatos usam várias estratégicas para se eleger. Como por exemplo: cuidados corporais; cuidados com a voz; nunca dizer não; cuidados com a retórica; comportar-se como um vencedor; ter postura de flexibilidade; fazer conciliações e pactos; ocultar sinais externos de riqueza; cultivar as amizades e os laços pessoais.
Isso tudo são aspectos psicológicos para conquistar os votos dessa sociedade marginalizada. Os candidatos são como abutres à procura de suas presas, entre os milhões de miseráveis.
Apresentam-se como cavalheiros e falam em nome de uma tal democracia. Palavra, essa, que nem eles mesmos sabem a sua magnitude, pois é uma palavra forte. Tão forte que eles deixam transparecer a verdade em suas palavras, apenas para ficar perto dessa sociedade desprezada.
A democracia é tanta que o salário dos parlamentares aumentou para R$ 12.720,00; a verba de ''indenização'' para R$ 12 mil; cada parlamentar tem o direito de contratar 18 (dezoito) funcionários; dois salários de R$ 12.720,00: um em fevereiro e outro em dezembro (um para o Carnaval e outro para o Natal); auxílio-moradia de R$ 3 mil; passagens aéreas; contas de telefone pagas, etc.
O interessante que tudo isso está sendo feito nas barbas do presidente Lula. Por que o sr. presidente não os classifica como picaretas, agora? Porque existe um interesse, ou seja, conservar a maioria no Congresso, para poder governar! Quem diria, hem? Lula está comendo no mesmo prato que cuspira há alguns anos. É a vida!
Como podemos contribuir com o Fome Zero, se os próprios representantes, que deveriam dar exemplos, não os dão? Existe demagogia maior do que celebrar projeto em que o governo vai pedir contribuição voluntária da grande maioria da população, que poderia ser beneficiada, e ao mesmo tempo os parlamentares serem ''beneficiados'' com o aumento em seus vencimentos?
O político deve eleger-se pelo bem da Nação e não para enriquecer, como é feito atualmente.
GILBERTO JORDÃO é professor em Maringá

mockup