O presente e o futuro do centro histórico
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segunda-feira, 06 de maio de 2019
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Como acontece com muitas cidades grandes e médias do Brasil, Londrina também começou a ser desenhada no século passado e hoje enfrenta problemas urbanos que resultam de um crescimento não planejado, de políticas públicas descontinuadas e mudanças de comportamento da população. Geralmente, as áreas centrais dos municípios mostram as consequências dessas transformações e enfrentam processos de degradação.
Londrina não é diferente e o futuro do chamado centro histórico do município é o tema de uma audiência pública a ser realizada na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (6), às 19 horas. Na reunião serão debatidas as demandas dos moradores da região onde estão localizados o Bosque Municipal, a Concha Acústica, a Biblioteca e a Catedral de Londrina. A segurança, ou a falta dela, é uma das principais preocupações dos moradores, além da conservação de calçadas e bancos. O crescimento do número de pessoas em situação de rua também é motivo de preocupação.
Solicitado pela Associação Concha dos Amigos e Moradores do Centro Histórico de Londrina à Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara, o debate deve ajudar a formalizar diversas sugestões para revitalizar o centro histórico. É o momento de fazer o debate e tirar dele propostas que se transformem realmente em ações, pois segundo o presidente da comissão, vereador Gerson Araújo, nenhum projeto de lei com medidas para o centro está em tramitação na Casa.
Em entrevista à FOLHA, a presidente da Associação de Moradores do centro, Solange Gaya, disse que o município vem ajudando, como as recentes melhorias na iluminação em frente à Associação Médica de Londrina. Mas há muito a avançar e ela cita as parcerias público-privadas e participação das universidades nos próximos projetos. Em algumas cidades, as parcerias entre poder público e empresas vêm funcionando bem, como na área portuária do Rio de Janeiro.
A audiência pública desta segunda-feira não é de interesse apenas das pessoas que moram nos arredores da Concha, Bosque e Biblioteca e que sentem saudades da época – nem tão distante assim – em que podiam caminhar até mais tarde da noite pelas imediações. Mas deve ser de interesse de todos os londrinenses que se preocupam com a conservação e valorização de uma região de valor simbólico. É um espaço importante, que acaba sofrendo desvalorização por conta da degradação da paisagem e do esvaziamento demográfico.
Deve-se, urgentemente, encontrar formas de incentivar os moradores a ocuparem o centro, trazendo novos residentes, incentivando o estabelecimento de novas atividades econômicas e tornando o local mais desejado para os munícipes e turistas.


