Vai crescendo, no Brasil, a opção por locais turísticos mais amenos, longe do movimento das cidades e das praias lotadas, e também porque, com o dólar mantendo-se em alta, ficam quase proibitivas as viagens ao exterior. E dentro do território nacional, belos lugares estão às vezes muito próximos e as comunidades regionais não sabem. Caso de Ribeirão Claro, no Norte do Paraná, distante 180 quilômetros de Londrina e que oferece possibidade de descanso e lazer, com atraente cenário campestre, gruta, cachoeira, camping, canoagem, ponto para vôo livre em asa delta e parapente, e muita água, originada do lago formado pela represa de Xavantes. Um dos bonitos recantos é o Balneário Cachoeira, localizado às margens da represa. O local oferece espaço para acampamento, com banheiros, restaurante e quadra de areia para a prática de esportes. Os preços são compatíveis, possibilitando uma programação econômica. Falta ainda muito de infra-estrutura, e o local é promissor para investimentos no setor. Reportagem publicada segunda-feira neste jornal, sobre as atrações turísticas de Ribeirão Claro, mostram belezas daquela região e convidam o turista e o investidor a visitá-la. A cidade tem quase 100 anos e estriba sua economia na agropecuária e no fabrico de móveis por encomenda. O turismo acena para mais um seguro e rendoso negócio, já atraindo empreendedores do setor. A Prefeitura, dentro do limite orçamentário, já destinou verba para o turismo, na verdade ainda pouco porque os grandes investimentos devem partir da iniciativa privada. O novo prefeito, Francisco Molini, vai criar uma Secretaria destinada a atender ao turismo e dar a orientação necessária aos empreendedores que queiram investir no negócio. As águas são sempre tranqüilizantes, e água é o que não falta em Ribeirão Claro, porque a represa inunda vasta área. O cenário está pronto para ser enriquecido com a infra-estrutura logística de abrigo ao turista, que necessita de alojamentos, de pontos de alimentação, de guias que ofereçam opções de lazer adicionais, como recreação para as crianças, e também recintos de convivência noturna, porque quem vai a estes locais quer usar o tempo integralmente. Outras regiões turísticas circunvizinhas e relativamente próximas são Tomazina, Arapoti, Jaguariaiva, São Jerônimo da Serra, onde existem picos e cachoeiras praticamente desconhecidas, à espera antes do investidor e depois do turista. Como é remota a perspectiva de baixa do dólar, o brasileiro apreciador do turismo campestre, e que não pode, em face da situação da economia brasileira e do baixo padrão de vida dos cidadãos, presentear-se com os luxos de viagens internacionais, a opção do turismo interno e regional não o deixa fora. Oportunidades como os belos lugares de Ribeirão Claro se abrem para o turista que quer gastar pouco, e se abre sobretudo para os investidores, porque o negócio oferece boas garantias.

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