O populismo vicia e mata
O populismo é pernicioso, já escrevemos neste espaço. Os agentes do populismo são verdadeiros atores, fingem que estão fazendo o bem. Analisemos a origem de tantas mazelas, principalmente as difíceis de ser extirpadas, e vamos ver que elas tiveram origem no populismo; resultam de uma iniciativa populista. Aliás, onde se lê populismo leia-se populismo e paternalismo. O populismo está em todas as administrações. No município, no Estado e na esfera federal, onde permeia todas as ações de governo. Não confundir populismo com atitutes e ações populares, democráticas.
O populismo não educa, protege em demasia; passa a mão na cabeça. Não cobra responsabilidade, só vai distribuindo benesses. A recíproca é o voto. No Rio de Janeiro os governos não planejaram um programa de habitação (em local seguro) em condições acessíveis. Não. Mas ®MDBO¯autorizaram ®MDNM¯ocupação de morros para que as pessoas ficassem ''mais perto do conforto''. Conseguiram agradar a todos. E agora?
No interior do Brasil a situação não é diferente. Muitas vezes ouve-se de pessoas simples: ''Menor não pode trabalhar, mas pode roubar e usar drogas''. Essas pessoas, com suas ironias, não estão erradas, tratando-se de uma análise superficial. Outro exemplo: o governo permite invasões de propriedades. Ações de reintegração de posse não são cumpridas: esbarram no populismo. Governo não faz reforma agrária séria; prefere manter as invasões criminosas.
A revista Veja de ontem coloca a seguinte questão: ''No Brasil, país livre de tsunamis e vulcões, a natureza não mata. O que mata é o populismo. Os mortos que o Rio chora não foram vítimas das tempestades. Foram vítimas da irresponsabilidade de gerações de políticos que abriram caminhos nas encostas da temerária topografia de Niterói para ali instalar seus currais eleitorais''. Veja fala também de uma criminosa ''indústria da favelização''. (Veja critica Brizola). Logo, o populismo mata sim.
Enfim, governos podem, e devem, criar benefícios sociais. São necessários. Mas o poder público tem que garantir estudos e uma profissão promissora. Governos podem, e devem, dar comida, mas com planejamento e cidadania. No Brasil, o que chamam de benefícios sociais são esmolas.





