O perfil do eleitor londrinense
PUBLICAÇÃO
sábado, 15 de agosto de 2020
Folha de Londrina 
Em todo o Brasil, 147.918.483 eleitores estão aptos a votar nas eleições 2020. Os dados foram divulgados na última quarta-feira pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
São essas as pessoas que irão eleger os novos prefeitos e vereadores dos 5.569 municípios do país no pleito agendado para 15 de novembro (primeiro turno).
Embora as eleições presidenciais ganhem mais repercussão, a escolha de prefeitos e vereadores não pode ser considerada uma etapa menos importante do processo democrático.
O município é peça fundamental da democracia e da organização política. É uma eleição que tem consequências para o bem-estar da população, a qualidade de vida diária e a construção das políticas estadual e até nacional.
Com base nos dados divulgados pelo TSE, a FOLHA levantou o perfil do eleitor londrinense que escolherá o próximo prefeito e 19 vereadores. Esse perfil é de uma mulher de 40 anos de idade e com ensino médio completo.
Londrina tem 376.073 eleitores aptos a votar em novembro, um crescimento de 6,44% em comparação com as últimas eleições municipais de 2016. A pesquisa feita pela reportagem apontou que o segundo maior colégio eleitoral do Paraná segue com mais mulheres que representam 54,2% do total de eleitores - índice acima da média nacional, que tem 52,4% de eleitoras. Há também um predomínio de público adulto (entre 25 e 59 de idade) que somam mais de 66,7% dos votantes. Outra característica dos eleitores de Londrina é o maior grau de escolaridade. Somados o superior completo, superior incompleto, e ensino médio completo chegam a quase 60% do eleitorado londrinense.
O perfil traz um ponto bastante preocupante: o desinteresse pelos jovens com menos de 18 anos no pleito. Considerando os eleitores com voto facultativo, houve crescimento entre os idosos com mais de 70 anos, passando de 6,03% em 2016, para 8,76% neste ano.
Mas o número caiu entre os jovens que tiraram o título antes de completarem 18 anos. São apenas 96 eleitores com 16 anos e 544 com 17 anos, ou 0,17% do total. Em 2016 as duas idades somavam 2027 jovens aptos a votar, 0,58% do total do eleitorado.
Desilusão com a política, falta de identificação com os partidos ou candidatos? São muitas as hipóteses para um cenário triste e um desafio a ser vencido: como aproximar os jovens da política e qual a estratégia para engajar as pessoas dessa faixa etária a se posicionarem nas decisões que podem mudar o curso da história das suas cidades e também do país.
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