Em um de seus momentos de rixa com a imprensa, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que os jornais impressos acabavam ajudando a aumentar o desmatamento de nossas florestas e matas nativas. O que provavelmente o presidente não sabia é que 100% do papel produzido nacionalmente tem origens não em florestas, mas em árvores plantadas para abastecer a indústria.

A cadeia produtiva de árvores plantadas para fins industriais é grande e forte no Brasil e o Paraná é um dos Estados de destaque. Para mostrar essa cadeia, a FOLHA traz neste fim de semana uma reportagem Especial Transmídia sobre as etapas dessa importante cadeia produtiva.

O especial “Era da Madeira” começa tratando das consequências trágicas da atividade extrativista, que desde o descobrimento do Brasil vem derrubando árvores, resultando na destruição de 40% da nossa mata nativa.

No Paraná a história se repetiu. Dados do Inventário Florestal Nacional de 2018 relataram que apenas 29,3% do território do Estado ainda possui florestas nativas, enquanto a área florestal total seria em torno de 35% do território se somados os 5,7% de áreas de florestas plantadas pela silvicultura.

A reportagem mostra os pontos polêmicos que giram em torno do circuito da madeira e dá uma boa notícia: a atividade extrativista está perdendo espaço para o manejo de florestas plantadas. E a silvicultura ganhou força no País. No Paraná há regiões que mais parecem “fazendas de florestas”.

Alguns fatores colaboraram para esse novo cenário, como o aumento de incentivos fiscais para o desenvolvimento da silvicultura e o desencorajamento da atividade extrativista.

O município de Telêmaco Borba, nos Campos Gerais, é destaque nacional na produção destinada à indústria de papel e celulose. De Telêmaco Borba ao polo moveleiro de Arapongas, o jornal acompanhou histórias de pessoas que plantam árvores e fabricam os produtos a partir da madeira.

Com os especiais transmídia, a FOLHA oferece ao seu leitor uma rica experiência em jornalismo de imersão. A narrativa, as imagens, os vídeos e as ferramentas digitais têm a importante função de trazer as pessoas “para dentro” da reportagem.

Cadeiras, mesas, cadernos, lápis. Todos sabem a enorme variedade de produtos feitos com madeira ou a partir dela. O que muitos não sabem são as novas utilidades que a inovação tecnológica está possibilitando nesse segmento. Para as Olimpíadas do Japão, um estádio inteiro está sendo construído em madeira e materiais sustentáveis. Já foram produzidos protótipos de carros de madeira e pesquisas da área de nanotecnologia podem levar a indústria a um material que substituirá o plástico a partir de nano celulose. É a ciência reinventando as várias utilidades da madeira.

Obrigado por ler a FOLHA!

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