O papel dos jornais no combate ao fake news
A FOLHA fez uma enquete entre os seguidores do seu Instagram. Foram apresentadas cinco perguntas com informações que circularam nas redes sociais nas últimas semanas, sendo algumas falsas e outras verdadeiras. Os objetivos foram justamente verificar a capacidade das pessoas em avaliar corretamente as informações, diferenciando notícias falsas das verdadeiras. Das cinco perguntas, os seguidores da conta do jornal no Instagram acertaram três. Um número bom, mas que pode melhorar à medida em que os internautas aprendem onde procurar a informação verdadeira.
Identificar o que é notícia falsa não é uma tarefa tão fácil. A Folha de Londrina abraçou já há algum tempo a causa de conscientizar seus leitores sobre a importância de identificar e se proteger das chamadas fake news, tanto que o problema é assunto recorrente no jornal e no último fim de semana foi tema de um caderno inteiro, o Folha Mais. O principal antídoto para as notícias falsas está na informação de qualidade, tarefa importante desempenhada pelos veículos de comunicação que preservam a seriedade e a credibilidade.
Os boatos sempre existiram, mas com as redes sociais, ganharam uma força impressionante. As pessoas que criam as noticias falsas e as multiplicam por meio da web têm interesses variados. Pode ser só para "sacanear" alguém, desestabilizar uma empresa e promover ou comprometer a imagem de um político ou de um partido. Há sites especializados em notícias falsas que conseguem um grande número de leitores, atraídos pelas manchetes sensacionalistas ou bizarras.
Com a aproximação da campanha eleitoral, a preocupação com as notícias falsas ganha corpo. Tanto que no último Congresso Internacional da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, realizado no início deste mês em São Paulo, o jornalista Zuenir Ventura proferiu a frase que diferencia a notícia jornalística da boataria: "Se é fake, não é news".
Se combater as informações mentirosas é um desafio para países de primeiro mundo, como Estados Unidos e França, no Brasil a tarefa é ainda mais árdua, diante do grau ainda elevado de analfabetismo digital e ignorância política. E os veículos de comunicação, como a Folha de Londrina, sabem que têm um papel importante em tornar esta década a era da informação e não da desinformação.





