O papel do jornal
A imprensa hoje é um poder indissolúvel da democracia. É praticamente impossível o estabelecimento do sistema democrático, em qualquer País, sem uma imprensa livre. E, neste contexto, os meios de comunicação têm sido responsáveis por representar a sociedade civil. É por meio dos órgãos de imprensa que a comunidade ganha voz, onde todos os problemas são expostos e discutidos à exaustão, onde se emite opiniões, se informa, se vigia e se denuncia. A imprensa ainda tem o dever de cobrar dos Três Poderes clássicos e constituídos - Executivo, Legislativo e Judiciário - a execução plena da democracia, garantir que os seus princípios sejam seguidos.
E, neste contexto, os jornais impressos ainda mantêm um ponto de destaque. É certo que não possui a agilidade das rádios, o imediatismo da internet ou mesmo o glamour das televisões. No entanto, em uma sociedade baseada na informação, os jornais impressos conseguem informar, investigar, analisar o fato em questão, buscar opiniões divergentes sobre o ocorrido e ampliar o debate. Os jornais ainda têm a missão de fazer pensar, de dar subsídios para que os seus leitores formem suas próprias opiniões. Também é dever dos jornais assumir seus erros e reconhecer suas falhas, sempre com o intuito de buscar melhorias. No entanto, também não deve temer, sejam opiniões divergentes ou o confronto de quem tenta intimidá-lo.
Enfim, essa é a definição mais básica dos meios de comunicação: atuar como um serviço público em prol do seu público leitor. Diante de tamanha responsabilidade, é de se esperar que os meios de comunicação também se pautem pela ética. Princípios como independência editorial, rigor e equilíbrio na apuração dos fatos conseguem perpetuar o maior valor de um jornal: a credibilidade. Com 63 anos de existência, a Folha de Londrina tem como missão fornecer informações de credibilidade. Independência editoral com ética e responsabilidade; respeito às pessoas; e estímulo ao exercício da democracia e da cidadania estão entre os nossos valores e nisso estão amparados os nossos jornalistas.
O jornalismo - se praticado corretamente - é um dos alicerces da democracia, da garantia do seu pleno funcionamento e da sua perpetuação.





