A adesão dos paranaenses à campanha de vacinação contra a gripe está ajudando a reduzir a circulação do vírus Influenza A no Estado, de acordo com dados atualizados pelo Lacen (Laboratório Central do Estado), divulgados na segunda-feira (21). A taxa de detecção do vírus, que era de 21,24% há duas semanas, caiu para 12,47% na última análise.

“Essa diminuição nos casos de Influenza é resultado da vacinação em massa. Já aplicamos mais de 3,5 milhões de doses da vacina neste ano e seguimos incentivando a população a se imunizar, especialmente os grupos prioritários. Não queremos que sobre nenhuma vacina nos estoques, vacina boa é vacina no braço”, disse o secretário de Saúde do Paraná, Beto Preto.

O esforço coletivo posicionou o Paraná como o o segundo estado com maior cobertura vacinal entre os grupos prioritários. Piauí é o líder. Até agora, os 399 municípios já aplicaram mais de 3,5 milhões de doses do total de 4,3 milhões recebidas pela Sesa (Secretaria Estadual de Saúde).

A resposta da população, aliada à agilidade da distribuição por parte do governo estadual, mostra que a imunização em massa continua sendo uma das ferramentas mais eficazes no controle de doenças respiratórias. A realidade é contundente: das 124 mortes por gripe registradas de janeiro a 7 de junho de 2025 no estado, 90% ocorreram entre pessoas não vacinadas. Esses números reforçam a urgência de ampliar ainda mais a cobertura vacinal e combater a desinformação.

A melhora no quadro não pode significar descuidar-se em relação às medidas de prevenção, como cuidados básicos de higiene, porque o cenário respiratório permanece em alerta. Com a queda da Influenza, há um crescimento na circulação de outros vírus, como o rinovírus e o vírus sincicial respiratório, o RSV, especialmente entre crianças e idosos.

É importante lembrarmos que a saúde pública se constrói com consciência coletiva, respeito à ciência e muita responsabilidade social.

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