A indústria brasileira de motocicletas deu uma mostra de sua relevância para a economia nacional neste primeiro semestre ao alcançar a expressiva marca de 1 milhão de unidades produzidas nos primeiros seis meses. Com um crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, os números divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) são bem otimistas.

A produção de motocicletas chegou à 1.000.749 de unidades no primeiro semestre de 2025. Em junho foram produzidas 154.113 motocicletas, o que representa um crescimento de 45% em relação ao mesmo mês de 2024 e queda de 10,7% quando comparado a maio de 2025.

Segundo o balanço mensal, as vendas atingiram 1.029.546 de motocicletas, o que representa uma alta de 10,3% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em junho, os emplacamentos totalizaram 179.407 unidades, alta de 8,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado e retração de 7,2% em relação a maio. Com 20 dias úteis, a média diária de vendas foi 8.970 motocicletas.

As vendas no varejo registraram o melhor desempenho da história tanto para um primeiro semestre quanto para o mês de junho. A estimativa da Abraciclo é que serão emplacadas 2.020.000 motocicletas em 2025, alta de 7,7% em relação ao ano passado.

As exportações também cresceram no seis primeiros meses de 2025, com o embarque de 18.611 unidades. A alta foi de 18,5%. Em junho, foram exportadas 3.065 motocicletas, 39,1% a mais do que o registrado em junho de 2024 e 9,3% a menos do que o comercializado no mercado externo no mês de maio de 2025.

De acordo com a entidade, a estimativa em 2025 é que a produção de motocicletas alcance 1.880.000 unidades, o que corresponde a um crescimento de 7,5% em relação a 2024. As vendas devem chegar aos 2.020.000 motocicletas em 2025, alta de 7,7% em relação ao ano passado. E quanto às exportações, o crescimento deve ser de 13% e somar 35.000 unidades.

O uso da motocicleta, veículo consolidado como ferramenta de trabalho, especialmente para entregadores e autônomos, ajudou a fortalecer o setor diante de um mercado em transformação. Ainda assim, como pontuou o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, é indispensável cautela. O ambiente macroeconômico impõe desafios, principalmente no que se refere à manutenção de juros elevados e à oscilação da inflação, fatores que podem afetar o poder de compra e os investimentos no setor.

Importante pontuar também que o crescimento expressivo da frota sobre duas rodas exige atenção redobrada das autoridades e dos próprios condutores quanto à segurança no trânsito. Os motociclistas estão entre as principais vítimas de acidentes fatais nas vias brasileiras, realidade que demanda mais campanhas educativas, fiscalização eficaz e infraestrutura urbana adequada.

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