O novo valor da tarifa de ônibus em Londrina
Vale lembrar que a adesão da população londrinense ao transporte coletivo é um fator decisivo para a sustentabilidade do sistema
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Vale lembrar que a adesão da população londrinense ao transporte coletivo é um fator decisivo para a sustentabilidade do sistema
O anúncio do reajuste do preço da tarifa do transporte coletivo de Londrina era esperado desde o final do ano passado, mas acabou acontecendo nesta quinta-feira (15). A partir da zero hora de segunda-feira (19), o valor da passagem subirá dos atuais R$ 5,75 para R$ 6,25, representando um aumento de 8,7%.
Ao anunciar o reajuste, o presidente da CMTU (Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização), Fabrício Bianchi, justificou a correção devido ao custo que o sistema tem em Londrina, aliado a investimentos que as concessionárias realizam na frota por força de contrato.
O último reajuste da tarifa ocorreu em 1º de janeiro de 2024, último ano do governo de Marcelo Belinati, passando de R$ 4,80 para os atuais R$ 5,75.
Notícias relacionadas ao serviço de ônibus de Londrina sempre impactam a população, o que é natural, pois o transporte coletivo ocupa papel central na organização da cidade e no bem-estar dos londrinenses.
Por aqui, essa discussão é muito importante diante do crescimento urbano, do aumento da frota de veículos particulares e dos impactos diretos no trânsito, na economia doméstica e no meio ambiente.
Vale lembrar que a adesão da população londrinense ao transporte coletivo é um fator decisivo para a sustentabilidade do sistema. Um sistema com baixa demanda tende a se tornar mais caro e menos eficiente.
Durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira, o presidente da CMTU lembrou as qualidades do serviço prestado pelas empresas londrinenses e pela prefeitura e que estão ajudando a aumentar o número de usuários. Mais da metade da frota composta por 384 veículos é equipada com ar-condicionado e carregador de celular e muitos carros contam com internet a bordo.
Cento e dois ônibus são novos e a frota tem em média dois anos de uso, muito diferente do que acontece em Curitiba, onde a frota tem em média 10 anos, lembrou o presidente da CMTU.
Outro dado interessante revelado pela companhia foi que de um total de 1,62 milhão de usuários do transporte coletivo de Londrina em 2025, em torno de 97% deles utilizam o vale-transporte.
São muitos os reflexos positivos para o cotidiano urbano quando a população escolhe o transporte coletivo. Regiões como a Gleba Palhano, por exemplo, marcadas por intenso fluxo de veículos e congestionamentos frequentes, poderiam experimentar significativa melhoria na fluidez do trânsito com a redução do uso do automóvel particular.
Menos carros nas ruas significam deslocamentos mais rápidos, menor desgaste da infraestrutura viária e mais segurança para motoristas, ciclistas e pedestres. Além disso, a diminuição das emissões de poluentes reforça o compromisso da cidade com a sustentabilidade ambiental e a saúde pública.
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Adriana De Cunto
Chefe de Redação da Folha de Londrina.


