A autorização pelo governador Ratinho Junior para que a Unespar (Universidade Estadual do Paraná), em Apucarana, ofereça o curso de medicina, possui um peso que ultrapassa os limites do campus da instituição. Ela representa a concretização de uma reivindicação histórica do Vale do Ivaí, um desejo de 50 anos da população da região.

Com previsão de 40 vagas anuais, a nova graduação será ofertada em regime integral e duração de seis anos. A expectativa de investimento inicial para a implantação do curso é de R$ 23,1 milhões, conforme projeção da Seti (Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior). Mas a previsão é que o aporte total no curso alcance R$ 78 milhões até 2032, contemplando infraestrutura, pessoal e outras despesas correntes

A partir de 2033, com o curso em pleno funcionamento, o custeio anual estimado será de R$ 7,9 milhões, sendo R$ 5,8 milhões destinados à folha de pagamento. A Unespar prevê a contratação de 32 professores e 16 agentes universitários a partir de 2027 até 2032.

Este é o segundo curso de medicina autorizado para o Sistema Estadual de Ensino Superior do Paraná em menos de um ano, somando agora 382 vagas anuais para a formação médica nas sete universidades estaduais. Em dezembro do ano passado, o governo anunciou a graduação na Uenp (Universidade Estadual do Norte do Paraná), com a oferta de 40 vagas anuais no campus de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro. As duas iniciativas integram a estratégia de descentralizar a formação médica e interiorizar o ensino superior na rede pública do Estado.

Depois da integralização desses dois novos cursos, a partir de 2033, as universidades estaduais do Paraná terão cerca de 2.300 alunos matriculados em oito cursos de medicina.

O novo curso de medicina busca suprir a carência de formação médica pública na região de Apucarana, atendida pela 16ª Regional de Saúde, que reúne 17 municípios. Para a formação prática dos estudantes, a Unespar utilizará a estrutura da rede pública local, composta por UBSs, UPA, Samu e Caps, além de firmar parcerias com hospitais da região, como os de Jandaia do Sul e Ivaiporã.

Com a abertura desses novos cursos de medicina, o Estado dá um passo importante na interiorização da formação médica e aponta que o crescimento regional também se faz com conhecimento, pesquisa e fortalecimento das instituições públicas de ensino.

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