A cada mudança de comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Londrina recria a esperança de que se restabelecerá a segurança na cidade e que dias melhores virão. No caso imediatamente anterior, quando assumiu o comando o tenente-coronel Luiz Carlos Deliberador, um esquema especial de policiamento foi instalado e a criminalidade diminuiu. Porque a bandidagem recua quando medidas mais rígidas são anunciadas. Agora, espera-se que aconteça o mesmo com a posse do major César Vinícius Kogut, um oficial de 42 anos que ultimamente estava servindo em Apucarana, depois de atuar em Campo Mourão, Maringá, Arapongas e Rolândia.
Uma de suas metas, anunciada em entrevista a este Jornal, é intensificar as ações da Polícia Militar, que serão diárias e abrangerão toda a cidade. Ele anuncia que atuará nas ruas junto da tropa (como já fez no primeiro dia) e que seguirá o projeto do Governo de fazer com que ''a comunidade sinta a presença da polícia e seja atendida por ela'', de forma a sentir-se mais segura, mas naturalmente que os marginais também a vejam e se intimidem. O novo comandante seguirá um sistema de geoprocessamento, que indica onde a criminalidade é mais intensa, sem abandono - ele diz - dos outros pontos.
Segunda cidade mais importante do Estado, Londrina merece toda a atenção dos organismos de segurança, e o comandante que acaba de assumir sabe como vão as coisas por aqui, até por haver servido na região próxima. A verdade é que quando a polícia anuncia o fechamento do cerco aos bandidos eles se evadem e vão atuar em outra freguesia. Naturalmente não se deseja simplesmente essa transferência dos pontos de ação dos bandidos e sim a diminuição da criminalidade em todo o Estado, mais viu-se recentemente que, com a ação policial mais intensiva em Londrina, começaram a acontecer mais assaltos em cidades menores, cujo caso principal foi o de Ortigueira. ''Todos os policiais serão cobrados'' - ele afirma - mas primeiro ''temos de dar nosso próprio exemplo''. Sua intenção é ficar em Londrina por bom tempo, para dar sequência às ações, e essa continuidade é importante para que não haja quebra de ritmo. Mudanças frequentes de comando - e isto tem acontecido no 5º BPM - são prejudiciais ao sistema e deixam a própria tropa um pouco desorientada, na expectativa de como será a gestão que chega. Se o major César Kogut é o homem, que os comandos superiores o mantenham.
A comunidade também precisa cooperar, seguindo as orientações de prevenção e de segurança própria, porque obviamente os organismos de segurança precisam contar com essa ajuda. Denunciar os casos de suspeita é necessário e serão indicativos importantes para a polícia. Se os comandantes chegam com bons propósitos - e isto é que se conclui da entrevista com o novo titular do BPM - os próprios soldados assumem postura de mais confiança e de mais responsabilidade. ''Temos de dar nosso próprio exemplo'' - declara o major. Isto é fundamental na estrutura de qualquer instituição.

mockup