O Norte do Paraná agora tem três regiões em que o café é reconhecido pelas suas qualidades únicas. O Café da Serra de Apucarana, que abrange os municípios de Apucarana, Arapongas e Cambira, foi agraciado com a certificação de IG (Identificação Geográfica) na modalidade DO (Denominação de Origem). Nesta mesma categoria, o café de Mandaguari já havia sido reconhecido.

Além dos grãos produzidos em Mandaguari e na região de Apucarana, os cafés especiais do Norte Pioneiro também já receberam Identificação Geográfica na modalidade IP (Indicação de Procedência).

A partir de agora, o Paraná tem três reconhecimentos no gênero Denominação de Origem, quando as características do produto decorrem essencialmente do meio geográfico, incluindo fatores naturais (como clima e solo) e humanos (como técnicas e saber-fazer locais). Além dos cafés de Apucarana e Mandaguari, está nessa categoria o mel de Ortigueira.

Já a Indicação de Procedência é concedida quando uma área geográfica se tornou conhecida/associada à produção de determinado produto ou serviço, sem correlação obrigatória com fatores ambientais. O Paraná tem 21 produtos agraciados com Indicação Geográfica relacionada a procedência, entre eles as broas de centeio e a carne de onça de Curitiba, a cracóvia de Prudentópolis, os queijos coloniais de Witmarsum e a cachaça de Morretes.

Assim, em 2026, o Paraná chegou a sua 24ª Indicação Geográfica, títulos concedidos pelo INPI (Instituto Nacional de Propriedade Industrial). Mais do que servir como valorização de cultura e identidade regionais, esse reconhecimento impacta diretamente na economia local, agregando valor ao produto.

No caso do Café da Serra de Apucarana, o selo de IG vai beneficiar diretamente 300 produtores. É uma forma de consolidar a imagem do Norte do Estado como referência em alimentos diferenciados e de origem reconhecida.

Assim, a agropecuária do Paraná celebra a produção de uma bebida de excelência e reafirma uma estratégia que está dando certo: desenvolvimento de produtos baseado em identidade, qualidade e território.

Vele lembrar que a Indicação Geográfica não é um selo para ficar na embalagem, mas um compromisso permanente com padrões elevados, organização coletiva e visão de futuro. Cabe agora aos produtores, ao poder público e ao mercado transformar esse reconhecimento em oportunidades concretas visando mais renda no campo, mais visibilidade para o Paraná e mais orgulho para quem produz.

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