O dia 25 de dezembro é a data em que o mundo reconhece oficialmente o nascimento de Jesus. Mas um fenômeno que existe há décadas encobre a razão verdadeira do feriado: o consumismo desenfreado. É bom festejar com a família, os amigos e trocar presentes. Mas que esses objetos de desejo não sejam o principal motivo para a humanidade lembrar que o Natal existe. Na edição do último fim de semana (22 e 23) a FOLHA mostrou na reportagem que trata das muitas infâncias de Londrina que nos primeiros anos de vida de uma criança, as condições financeiras da família são menos importantes que as condições afetivas. O que mais importa é o amor que ela recebe sob a forma de cuidado e dedicação, protegendo-a de perigos reais e virtuais. Para a edição desta segunda-feira (25), o jornal traz o exemplo de paranaenses que têm razões especiais para comemorar: a superação de uma doença, a realização de um sonho, uma nova vida. Conquistas e superações são presentes muito especiais que farão deste dia 25 o mais inesquecível. É o caso de Airton Pereira que se recupera bem de um transplante. "Uma mensagem que carrego é sofra tudo o que tem que ser sofrido. Saboreie tudo que tem que ser saboreado, pois você deve sempre ver a alegria e tristeza como algo natural da vida", ensina. Para Nanci Gonçalves e Sérgio dos Santos, o presente chega com a proximidade da vinda do primeiro filho, uma espera que durou 12 anos. "Esse filho é um presente de Deus", reconhece. E Lucas dos Santos, que começou a escrever uma nova história após ficar 24 meses em detenção no regime fechado. "Quero encerrar os próximos anos, daqui para frente, igual agora: com a certeza que fiz a escolha certa", constata. São três exemplos que mostram que a felicidade, no Natal, não depende do poder de compra. Mas da disposição de cada um de enfrentar as dificuldades, de ajudar ao próximo, de aceitar os desafios, ser honesto e encarar o futuro com esperança.

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