O Natal, frequentemente associado a símbolos comerciais e a celebrações festivas pontuais, carrega um significado muito mais amplo e profundo para o cristianismo. Como explicaram o arcebispo de Londrina, dom Geremias Steinmetz, e o reverendo Emerson Mildenberg, coordenador do curso de teologia do Centro Universitário Filadélfia, em entrevista à FOLHA, a data representa o momento em que Deus se aproxima da humanidade por meio do nascimento de Jesus Cristo.

A compreensão desse momento leva o Natal para o centro da fé cristã, onde a ideia da proximidade divina ganha contornos contornos importantes.

Ao destacar o ciclo litúrgico que envolve o Advento, o Natal e a Epifania, a Igreja Católica reforça a noção de que a celebração não se esgota em um único dia, mas propõe um tempo prolongado de reflexão sobre a presença de Deus na história.

O arcebispo chamou atenção para a dimensão cultural do Natal, expressa em presépios, manifestações artísticas e tradições populares. São elementos que revelam como a celebração ultrapassa os limites de uma igreja, por exemplo, e se insere na vida social, funcionando como um espaço de transmissão de valores e de memória coletiva.

Na edição especial deste Natal, a FOLHA também traz uma reportagem sobre a tradição dos presépios, preservada por igrejas católicas e famílias. E nesse contexto, do Natal se fazendo presente na vida das famílias cristãs, é impossível não falar de paz, caridade e solidariedade.

O reverendo Emerson Mildenberg lembra que o Natal se apresenta como um horizonte de esperança e sentido. “Que o ano novo seja vivido à luz dessa confiança: que a graça divina sustente os passos, oriente os projetos e se traduza em vida, justiça, paz e prosperidade que geram plenitude. Firmados em Cristo, seguimos adiante certos de que Aquele que entrou na história permanece soberano em cada novo tempo.”

Tudo isso nos aponta que o Natal é mais do que uma celebração religiosa. Ele é um lembrete da essência humana, um convite para que as pessoas se confraternizem com seus familiares e amigos de forma generosa e com compaixão. É um chamamento à união, independentemente das diferenças.

Que o espírito natalino nos lembre durante todo o ano sobre a importância de respeitar o próximo, estender a mão a quem precisa e que pertencemos à mesma família global.

Obrigado por acompanhar a FOLHA e um Feliz Natal a todos!

mockup