O ''Não'', dois anos depois
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de maio de 2003
Elza Correia 
Quase dois anos depois do plebiscito em que a população londrinense foi chamada às urnas para decidir o futuro da Sercomtel Celular, a empresa capitaliza os bons frutos da opção feita pela não privatização. Apesar da baixa participação de pouco mais de 10% dos eleitores, 6,5% escolheram que a empresa fosse mantida sob controle do município.
Na mais recente campanha publicitária, a Sercomtel Celular anuncia a classificação da empresa em um ranking de satisfação dos clientes. A pesquisa que está nas ruas em outdoors foi elaborada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e detalha que o índice de satisfação dos clientes da Sercomtel Celular na nossa cidade é de 76,6%, praticamente empatada com a líder Telet, do Rio Grande do Sul, com 76,8% de aprovação dos consumidores da sua região.
Do plebiscito de 2001 para cá, o mercado de telefonia se abriu, sofreu baixas, forçou empresas que não resistiam a se fundirem e a Sercomtel Celular se sobressaiu, ofertando serviços de ponta que orgulham os londrinenses. À época, contra a justificativa oficial de que, sem capacidade de investimentos, a operadora seria inviabilizada pela forte concorrência no setor, o grupo do ''Não'', apoiado pelo Sindicato dos Telefônicos (Sinttel), argumentava que a empresa seria capaz de levar à frente o desafio e levou.
Em declarações à imprensa à época da divulgação do ranking, o próprio presidente da telefônica, Francisco Roberto, reconheceu que a boa colocação é fruto dos investimentos que a empresa fez para manter a qualidade dos serviços, com atendimento eficiente, dispondo de alta tecnologia. O esforço deve-se também aos funcionários, que não aceitaram a proposta de venda da Sercomtel Celular e reafirmaram, dois anos depois por meio do próprio trabalho, que a tese do ''Não'' era de fato a mais coerente no momento. Hoje, a empresa colhe os louros divulgados nas campanhas publicitárias. Na avaliação, a Anatel considerou quesitos como conta, aparelhos celulares, informações prestadas pela empresa, qualidade das ligações, tarifas e preços, entre outros.
E não só a Sercomtel Celular apresentou alto índice de confiabilidade. Os clientes também se manifestaram favoráveis à Sercomtel na telefonia fixa residencial, com notas de destaque. A empresa marcou 80,3% de aprovação, quase empatada com as primeiras colocadas, a CTMR (Pelotas-RS) e a CTBC Telecom (Mato Grosso do Sul), que tiveram 80,7%. A Sercomtel, um patrimônio dos londrinenses, foi a primeira entre as telefônicas na qualidade das ligações, com 86,8% de aprovação. A média das operadoras foi de 79,4%. Diante dos números, faz bem a administração local em capitalizar o bom desempenho da nossa Sercomtel.
ELZA CORREIA é deputada estadual do Paraná pelo PMDB


