O mundo parou
PUBLICAÇÃO
sábado, 28 de março de 2020
Adriana de Cunto - Grupo Folha 
Ninguém imaginou que um dia pudesse acontecer o que está acontecendo, nem durante a Guerra Mundial. “Eu sou teu Deus. E só a mim adoraras”, disse o Senhor, porém a maioria dos homens e mulheres não acreditaram. Houve um progresso material extraordinário, porém espiritual, emocional, o homem evoluiu muito pouco e poucos deram importância a isso. A diferença entre os homens aumentou a cada dia, uns ficaram muito ricos e outros não têm o mínimo essencial para sobreviver. Assim foi também com as nações, umas muito ricas, com cidades maravilhosas, suntuosas, outras pobres, miseráveis. Os emigrantes foram barrados em diversos países, muitos preferiram morrer, à deriva, em pleno mar, mas tentaram encontrar uma nação que os acolhesse. Ao contrário, os ricos estavam na maior festa. Festas pessoais, onde jovens dançavam, divertiam-se a valer, turismo das mais diversas formas, inclusive em navios maravilhosos, onde se divertiam, dançavam, comiam as melhores iguarias e devastavam o planeta, causando devastação e miséria para os mais fracos. Carros beíssimos, mulheres deslumbrantes, casas, apartamentos, vilas, glebas, enfim alguns poucos se regalavam a mais não poder. Quando então o Senhor resolveu, apenas, advertir a todos, apenas advertir. Acredite quem quiser, ouça quem tem ouvidos. Entre a eternidade antes de você nascer e a eternidade quando você morrer, existe apenas um espasmo chamado VIDA. Aproveite a quaresma.
Servio Borges da Silva (advogado) Londrina
Presidente e Covid-19
O presidente da República insiste em minimizar os impactos do COVID-19, as falas sobre si em terceira pessoa, a sua rivalidade com governadores e até com seu ministro da Saúde revelam seu ego inflamado, além da sua preocupação populista e eleitoreira de agradar seus fiéis apoiadores. Não se trata de torcer contra o país, mas neste momento de grave crise mundial, o homem que ocupa a presidência da República não demonstra estar à altura do cargo. Os graves escândalos de corrupção e incompetência do passado recente da república não podem ser invocados para legitimar os do presente. O combate ao vírus exige de todos um grande sacrifício, e neste momento, do presidente da República apenas o de permanecer com a boca fechada.
Luiz Gustavo Tiroli (acadêmico do curso de Direito) Londrina


