O mundo mais aliviado com vitória de Obama
A Casa Branca não é apenas o centro de comando dos Estados Unidos, mas do mundo, porque tudo o que ali se decide tem repercussão no planeta inteiro. O fato relevante da chegada do democrata Barack Obama ao poder não é ele ser o primeiro negro que irá presidir a grande e poderosa nação, mas o alívio para o mundo que a eleição dele causa neste momento. Porque o fim da era Bush acena, ao menos, com uma trégua na hostilidade guerreira tão ao gosto do presidente no poder e que, por isso mesmo, também inflamou a ira do terrorismo contra o seu país.
De imediato a eleição de Obama tem como efeito uma certa paz mundial em meio à turbulência gerada pela crise financeira que irrompeu em setembro, e justamente nos EUA, mas causou também uma generalizada reação favorável por outras razões. Porque são as minorias que conduzem ao poder este filho de queniano com americana e que levantam a bandeira da vitória.
Os EUA passam por um momento difícil e têm também grandes bolsões de pobreza e de insuficiências sociais, embora solidamente estruturados e detentores de hegemonias em inúmeros campos. A capacidade instalada do país e a sólida democracia política são garantias de que a nação não sucumbe ante crises sazonais, sejam elas econômicas ou quaisquer outras, porque há muita solidez nas instituições. A pergunta é se Barack Obama será melhor para os Estados Unidos e para o mundo do que seria o republicano John McCain, e a resposta é que sim, nesta primeira hora. Imagina-se que é o mundo que neste momento elege Obama. Porque ele carrega em si um pouco das culturas do mundo e da semelhança com os pobres.
E o que é melhor para o Brasil? O republicano John McCain declarou em campanha sua admiração por este país e que, se eleito, batalharia para incluí-lo no Grupo dos Oito e compraria o etanol brasileiro. Já o mesmo não ocorre com Obama que afirmou (também em discurso de campanha) que sob seu governo os EUA não importarão esse combustível brasileiro. Também disse considerar que a Amazônia não é apenas do Brasil, mas do mundo, deixando dúvidas sobre sua política a respeito.
Com relação aos negócios, os dois grandes partidos americanos são protecionistas. Por isso não se acredita em grandes concessões externas. Mudanças para melhor irão sem dúvida acontecer internamente, mas crê-se que, com relação à sua política externa, pouco ou nada mudará.





